Estudo aponta que veneno de abelha destrói célula cancerígena em 60 minutos

Cientistas da Austrália descobriram que a melitina, uma substância encontrada no veneno de abelhas melíferas, pode ajudar no combate ao câncer, principalmente o de mama. O estudo, publicado pela Nature Precision Oncology, usou camundongos para mostrar a eficácia do teste, mesmo em casos da doença mais agressivos, como o triplo-negativo (TNBC).

A melitina compõe pelo menos metade do veneno expelido pelo inseto e é produzida não apenas no ferrão, mas também em outros tecidos. A molécula é a responsável por tornar a picada de abelha tão dolorosa em humanos.

Segundo a médica Ciara Duffy, do Instituto de Pesquisa Médica Harry Perkins, foi nítido o extremo poder do veneno, que pode destruir completamente as membranas das células cancerosas em 60 minutos. O experimento também obteve êxito em células de câncer TNBC, que são responsáveis por até 15% de todos os cânceres de mama.

A pesquisa utilizando a melitina também apresentou pouco impacto nas células saudáveis, pois a molécula visou apenas outras células que produziam muito EGFR e HER2, criadas excessivamente por alguns tipos de câncer de mama. Segundo o cientista-chefe da Austrália Ocidental, Peter Klinken, outro resultado observado foi a intervenção na capacidade destes componentes se multiplicarem.

“Descobrimos que a melitina pode ser usada com pequenas moléculas ou quimioterapias, como docetaxel, para tratar tipos altamente agressivos de câncer de mama”, ressaltou a médica Ciara Duffy.

Os cientistas se mostraram satisfeitos com os resultados do estudo, mas também cautelosos, pois lembraram que, para que a melitina seja usada efetivamente em tratamentos contra o câncer de mama, ainda há um longo caminho.

Fonte: Olhar Digital e Science Alert

Foto: iStock/Getty Images

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