Covid-19: Crianças de 5 a 11 anos são incluídas na campanha nacional de vacinação

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Foto: Canva

O Ministério da Saúde incluiu ontem, 5, crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). A decisão veio 20 dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter aprovado a imunização dessa faixa etária com imunizante da Pfizer. Nesse período a pasta abriu uma consulta pública para debater o tema com a sociedade. Segundo o Ministério da Saúde mais de 99 mil pessoas participaram da consulta pública. Na terça-feira, 4, foi realizada uma audiência pública sobre o assunto. Ao todo, 18 especialistas e representantes de entidades e comissões participaram do debate no auditório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) em Brasília. Ontem foi divulgado como irá funcionar a vacinação dessa faixa etária. 

“O público das nossas crianças, que são o futuro do nosso país, merece uma ênfase especial. Nossa decisão está em absoluta sintonia com outros países que também têm um Sistema Universal de Saúde”, disse o ministro Marcelo Queiroga, ao explicar que orientação está respaldada em estudos clínicos realizados por agências respeitadas como o FDA (agência reguladora de medicamentos americana), Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e Anvisa. Queiroga ressaltou que a pasta irá cuidar “para que as normas que foram sugeridas e que foram recomendadas pela Anvisa em relação a aplicação da vacina sejam seguidas na ponta”.

O governo não divulgou até o momento qual será a data de início da vacinação do público infantil, mas a previsão é que o primeiro lote de vacinas chegue ao país na próxima quinta-feira, 13. O Ministério informou que foram encomendados mais de 20 milhões de vacinas pediátricas da Pfizer e que, até o fim de janeiro, a estimativa é que 3,7 milhões de doses cheguem ao país. Já estão previstos três voos com 1,248 milhão de vacinas cada. Os demais desembarques estão previstos para os dias 20 e 27 de janeiro. As doses serão distribuídas de forma proporcional para os estados e o Distrito Federal, considerando a estimativa de crianças nessa faixa etária por unidade federativa.

O imunizante aplicado será da Pfizer, aprovado pela Anvisa, com o intervalo de 8 semanas entre a primeira e a segunda dose. 

A ordem de prioridade na vacinação, segundo divulgado pelo Ministério da Saúde, será a seguinte:

  • crianças indígenas e quilombolas;
  • crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades;
  • crianças que vivam em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19;
  • crianças sem comorbidades em ordem decrescente de idade: primeiro, as de 10 e 11 anos; depois, as de 8 e 9 anos; em seguida, as de 6 e 7 anos e, por último, crianças de 5 anos. 

Não será necessário apresentar receita médica para vacinar a criança. O Ministério da Saúde orienta “que os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização”, mas não é obrigatório. Segundo o governo, a maioria dos participantes da consulta pública foi contra a exigência de apresentação da receita médica. 

Importante ressaltar que a dosagem da vacina que será aplicada nas crianças é diferente da aplicada em adultos. A vacinação de crianças será feita com a aplicação de duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas) com pelo menos 21 dias de intervalo. A embalagem também será diferente. A tampa do frasco virá na cor laranja a fim de facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. Para maiores de 12 anos, a vacina terá tampa na cor roxa e será aplicada em doses de 0,3 ml. Até o momento não se sabe se será necessário a dose de reforço para essa faixa etária. 

 

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