Ruy Ohtake, nome importante da arquitetura brasileira e com projeto em Barueri, morre aos 83

Ruy Ohtake
Foto: Reprodução redes sociais

Conhecido por projetos arquitetônicos marcados por cores e curvas, Ohtake formou-se pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU), em 1960. Desde então, o arquiteto desenvolveu uma série de projetos marcantes no Brasil e no exterior. Foi responsável por projetos como o do Parque Ecológico do Tietê, Instituto Tomie Ohtake, Hotel Unique, Conjunto habitacional Heliópolis entre outros. Concluído em 1982, projetou o prédio da Embaixada Brasileira em Tóquio, no Japão. Uma década depois, o jornal norte-americano New York Times elegeu a obra como uma das preciosidades da arquitetura contemporânea de Tóquio.

Filho mais velho de Tomie Ohtake (1913-2015), artista plástica japonesa naturalizada brasileira, Ruy Ohtake morreu no último sábado, 27, em decorrência de um câncer na medula.

Ruy Ohtake também deixou sua marca na Grande São Paulo. Em Barueri, o arquiteto foi responsável pelo projeto de um dos maiores edifícios da cidade: o complexo cultural Praça das Artes. A obra é marcada por formas e terá infraestrutura sustentável em relação ao uso de água e energia.

Em suas redes sociais, o prefeito de Barueri, Rubens Furlan, lamentou a morte de Ohtake. “Com muita tristeza, recebi a notícia do falecimento do arquiteto Ruy Ohtake. O Brasil perde um de seus maiores expoentes do urbanismo e Barueri fica órfão do autor do projeto arquitetônico da Praça das Artes, que estamos construindo no Boa Vista. Vamos concluir esta obra do jeitinho que ele desenhou, não só como homenagem ao seu legado, mas também para oferecer à população um espaço de aprendizagem pela arte e de forma sustentável, exatamente como Ruy sonhou.”, disse.

A arquiteta Roberta Trida, moradora de Alphaville, formada há 22 anos na área, trabalhou com Ruy Ohtake durante um ano como estagiária. As lições aprendidas durante esse período são usadas até hoje em seu cotidiano profissional. “Me ensinou a ter disciplina, bastante dedicação ao trabalho e apresentação impecável. Além de um olhar bem especial sobre o mundo”, afirma.

De acordo com Roberta, a marca deixada por Ohtake vai além da arquitetura. “Além de suas obras, o legado que ele deixa é que podemos ir além do que sonhamos, do óbvio e daquilo que conhecemos. [Ruy] foi além um milhão de vezes e fez essas formas serem executadas na arquitetura. Ele teve a ousadia de sonhar com muito mais do que todo mundo até então já tinha feito”, conta a profissional que ressalta o uso das cores, formas e vãos como algumas das características mais marcantes nos edifícios projetados pelo arquiteto.

A arquiteta destacou também a genialidade de Ohtake refletida por meio de suas obras e também pela maneira como ele trabalhava e lidava com as pessoas. “Apesar de ser um gênio, ele tinha muita paciência em ensinar, direcionar e moldar as pessoas que iam trabalhar com ele. Era um homem muito trabalhador e acredito que o sucesso dele veio muito de sua potência intelectual, dedicação e disciplina”, finaliza.

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