Obras de contenção no km 26 da Castello entram na fase final

As obras de contenção das futuras marginais da Rodovia Castello Branco, feitas pela ViaOeste, chegaram a 97% de conclusão e entraram na fase final de execução, concentrando-se no km 26, em Barueri, no sentido interior.
Destaca-se entre os serviços realizados a contenção sob o Viaduto Antonio Rusalen, essencial para estabilizar o terreno. Atualmente, as equipes finalizam a maior cortina atirantada do projeto, atuando em diferentes frentes: uma estrutura está na etapa final de fundação, executada de cima para baixo, enquanto a outra avança na escavação dos nichos finais.
Obras de contenção: cortina atirantada no km 26 da Castello Branco, em Barueri
Nesta reta final da obra, os serviços se concentram na fundação da cortina principal (26B), na abertura dos últimos nichos da contenção da rampa que dará acesso ao sentido bairro, além da conclusão dos chamados capacetes de contenção sob o viaduto existente.
A solução adotada no local é a cortina atirantada, um sistema de contenção de solo indicado para áreas com cortes verticais profundos. A estrutura consiste em uma parede de concreto ancorada ao terreno por meio de tirantes protendidos, que transferem os esforços da contenção para camadas mais resistentes do solo. No km 26, o conjunto conta com cerca de 510 tirantes, com comprimentos que variam entre 14 e 26 metros.
O ponto mais alto da cortina possui 14 metros de altura, somados a 8 metros de solo grampeado, totalizando aproximadamente 22 metros de contenção, o equivalente a um edifício de sete andares. Para concluir esta etapa, estima-se a escavação de cerca de 20 mil metros cúbicos de material.
Entre os principais desafios enfrentados pela equipe técnica estão as condições geológicas do terreno, comuns em obras desse porte. Mesmo após estudos geotécnicos prévios, é possível encontrar interferências como rochas e lençol freático durante a execução. Além disso, o fato de a intervenção ocorrer em um perímetro urbano densamente ocupado, como Barueri, e em um trecho com altíssimo volume diário de tráfego (VDM), exige planejamento rigoroso para que as obras avancem sem impactos significativos à rotina da população.
Para lidar com a presença de rochas, está sendo utilizada argamassa expansiva, um demolidor químico que possibilita o rompimento controlado do material, reduzindo vibrações e aumentando a segurança durante as escavações. Além disso, o monitoramento da obra é contínuo e conta com instrumentação geotécnica específica, capaz de identificar qualquer movimentação do terreno, além de levantamentos topográficos frequentes e checagens dos tirantes, garantindo total controle sobre o comportamento da estrutura ao longo da execução.
Segundo a ViaOeste, após a conclusão das cortinas atirantadas, será possível avançar para as etapas de pavimentação das marginais da Castello Branco e de implantação do ramo Rotary A, que fará a ligação com a Estrada dos Romeiros. Com a obra concluída, a via terá maior fluidez de tráfego e mais segurança para quem circula pela região.

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