Lecanemabe é aprovado pela Anvisa para tratar Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do lecanemabe para o tratamento da doença de Alzheimer (DA). O produto é um anticorpo monoclonal pertencente à classe dos produtos biológicos.
Lecanemabe: para quem o medicamento é indicado
De acordo com o registro, o novo medicamento é indicado para pacientes adultos com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve e demência leve decorrentes da doença de Alzheimer (fase inicial), com patologia amiloide confirmada e que não sejam portadores ou sejam heterozigotos do alelo ε4 da apolipoproteína E (ApoE ε4).
O lecanemabe deve ser administrado por infusão intravenosa, durante aproximadamente uma hora, uma vez a cada duas semanas.
Segundo a Anvisa, com o registro, o medicamento está autorizado para distribuição e uso no Brasil. O prazo para sua entrada no mercado depende do laboratório detentor do registro.
Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que causa declínio cognitivo, perda de memória, prejuízo nas atividades diárias e sintomas neuropsiquiátricos.
A doença ocorre quando proteínas do sistema nervoso são processadas incorretamente, formando fragmentos tóxicos entre neurônios. Isso leva à perda progressiva de células cerebrais, afetando áreas como o hipocampo e o córtex cerebral, essenciais para memória, linguagem e pensamento.
Entre os principais sinais e sintomas de Alzheimer estão:
- Falta de memória para acontecimentos recentes;
- Repetição da mesma pergunta várias vezes;
- Dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;
- Incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;
- Dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;
- Dificuldade para encontrar palavras que exprimem ideias ou sentimentos pessoais;
- Irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.
A doença pode ser tratada pelo psiquiatra geriatra ou por um neurologista especializado no tratamento de Alzheimer. Vale ressaltar que o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e em tempo oportuno é fundamental para possibilitar o alívio dos sintomas e a estabilização ou retardo da progressão da doença.

Fontes: Agência Gov (Via Anvisa) e Ministério da Saúde
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