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Sarampo: veja quem deve ou não tomar a vacina

Sarampo: veja quem deve ou não tomar a vacina
A vacina não é recomendada para gestantes, bebês com menos de seis meses, pessoas com imunodeficiência ou quem já teve alergia grave a algum componente da fórmula. Foto: Divulgação / Governo de SP.

 

A campanha de vacinação contra o sarampo é voltada a pessoas de 6 meses a 59 anos que moram em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Esse público deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a dose.

A vacina não é recomendada para gestantes, bebês com menos de seis meses, pessoas com imunodeficiência ou quem já teve alergia grave a algum componente da fórmula.

A seguir, entenda por que esses grupos não devem receber o imunizante e veja como funciona a vacinação para quem está gripado ou tem 60 anos ou mais.

 

Quem deve ou não tomar a vacina contra o sarampo
Gestantes

Gestantes não devem tomar a vacina porque ela contém vírus vivos atenuados, isto é, enfraquecidos. Durante a gravidez, como a imunidade passa por mudanças naturais, existe o risco de o vírus vacinal afetar o feto.

Na gestação, o sistema de defesa se adapta para proteger o bebê, o que pode deixar a mulher mais suscetível a algumas infecções. Também há preocupação de que o vírus da vacina atravesse a placenta e provoque alterações no desenvolvimento do bebê ou complicações na gravidez.

Depois do parto, inclusive durante a amamentação, a vacina pode ser aplicada, pois o vírus presente no imunizante não passa pelo leite materno.

Se a mulher receber a vacina sem saber que estava grávida, deve fazer acompanhamento médico durante o pré-natal. A orientação é atualizar a caderneta com a tríplice viral pelo menos um mês antes de engravidar e manter os demais imunizantes em dia.

 

Bebês menores de 6 meses

A vacinação não é indicada para bebês com menos de seis meses porque o sistema imunológico ainda não está preparado para receber o imunizante. Além disso, nessa fase, eles contam com a proteção transmitida pela mãe.

 

Pessoas com imunossupressão e imunodepressão

Pessoas com imunodepressão, ou seja, com deficiência grave na imunidade, não devem receber o imunizante, especialmente se fazem quimioterapia ou usam medicamentos que reduzem as defesas do organismo. Quem vive com HIV, por exemplo, pode ter indicação de vacinação em situações específicas, quando está em tratamento, com carga viral controlada e boa resposta imunológica.

Na imunossupressão, a imunidade fica comprometida pelo uso de medicamentos, como corticoides e fármacos indicados para doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. Nesses casos, a vacinação deve ser avaliada conforme a condição clínica, com orientação de um profissional de saúde.

 

Alergia grave (anafilaxia)

Não deve tomar a vacina quem já teve reação alérgica grave a uma dose anterior ou a algum componente da fórmula, como gelatina ou neomicina. Pessoas com alergia a ovo, porém, podem receber o imunizante.

 

Gripe ou febre

Quem estiver com febre deve aguardar a melhora antes de se vacinar. O ideal é estar há pelo menos 24 horas sem febre e em bom estado geral. Essa espera também evita confundir sintomas da doença com possíveis reações à vacina.

Pessoas com resfriado leve, sem febre e em bom estado geral, podem ser vacinadas.

 

Pessoas com mais de 60 anos

Pessoas com 60 anos ou mais não fazem parte do público-alvo da vacinação de rotina nem das campanhas de reforço contra o sarampo. Isso ocorre porque as autoridades de saúde consideram que, nessa faixa etária, muitas pessoas já tiveram contato natural com o vírus ao longo da vida e desenvolveram imunidade duradoura.

No entanto, idosos que tiveram contato direto com um caso suspeito ou confirmado de sarampo devem ser avaliados por um profissional de saúde. Caso não tenham registro da doença ou da vacinação, pode haver indicação para receber a dose.

Isso não significa que todas as pessoas com 60 anos ou mais estejam automaticamente protegidas. Por isso, dúvidas sobre o histórico individual devem ser esclarecidas com um profissional de saúde.

 

Quem já teve sarampo

Quem teve sarampo confirmado por avaliação médica ou exame laboratorial não precisa receber dose adicional da vacina. A orientação é diferente para quem acredita ter tido a doença, mas não tem confirmação.

Nesses casos, quando não há comprovação de imunidade, a recomendação é se vacinar. Em caso de dúvida, o indicado é receber a dose.

 

Quem não sabe se tomou a vacina contra o sarampo

Quem não tem registro ou não se lembra se tomou a vacina contra o sarampo deve se vacinar, já que a imunização está sendo feita independentemente do histórico vacinal.

Receber uma dose adicional não causa prejuízo a quem já foi imunizado. Como quem não sabe se tomou a vacina pode estar ou não protegido, a vacinação é recomendada como medida de prevenção.

 

Outros imunizantes

Na maioria dos casos, a vacina contra o sarampo pode ser aplicada no mesmo dia que outros imunizantes. A principal atenção é com vacinas que também usam vírus vivos atenuados. Dependendo do imunizante, pode ser necessário respeitar intervalo de quatro semanas quando as doses não são aplicadas no mesmo dia.

Entre as vacinas com vírus vivos atenuados estão as de febre amarela, tetraviral, varicela, rotavírus e dengue.

Para crianças menores de 2 anos, a tríplice viral não deve ser aplicada no mesmo dia da vacina contra febre amarela.

Por isso, é importante informar ao profissional de saúde quais vacinas foram tomadas recentemente.

 

Sarampo: veja quem deve ou não tomar a vacina
Quem teve sarampo confirmado por avaliação médica ou exame laboratorial não precisa receber dose adicional da vacina. Foto: Canva.

 

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