
Turismo de natureza: quem busca um ritmo mais tranquilo e contato com a natureza encontra no estado de São Paulo trajetos entre araucárias, pela vegetação nativa e às margens de rios, alguns com belas cachoeiras como ponto de chegada. Em várias regiões, unidades de conservação recebem visitantes para caminhadas, observação de aves, pedaladas e práticas de aventura. São programas que convidam a trocar a agitação da rotina por paisagens que, com frequência, estão mais próximas do que se pensa.
A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), que atua na organização e na promoção de produtos e destinos locais, lançou a Rede de Trilhas do Estado de São Paulo, além de ações e publicações como os guias SP Ecoaventura, Cicloturismo e de Experiências. O material reúne informações e sugestões para conhecer diferentes lugares do estado por outros caminhos, seja pedalando, caminhando ou praticando atividades ao ar livre para desacelerar.
Turismo de natureza: trilhas pelos parques estaduais
Em diferentes partes do território paulista, os parques estaduais preservam áreas de Mata Atlântica e oferecem a oportunidade de conhecer de perto ambientes que muitas vezes estão a poucos quilômetros dos destinos mais conhecidos. Alguns deles:
Horto Florestal, em Campos do Jordão
Entre araucárias centenárias, caminhos e cachoeiras, o Parque Estadual de Campos do Jordão é um daqueles lugares em que vale a pena passar o dia. Criado em 1941, foi a primeira reserva ambiental do tipo em São Paulo e reúne 8.341 hectares de floresta de altitude, com mais de 180 espécies de aves catalogadas. Há opções para diferentes ritmos, como a Trilha da Cachoeira, que segue por 4,6 quilômetros até a Cachoeira do Galharada, e a Trilha dos Campos, com vista para a Serra da Mantiqueira.
MONA Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí
A Unidade de Conservação na Serra da Mantiqueira reúne paisagens marcantes da região, com itinerários que levam à Pedra do Baú, ao Bauzinho e à Pedra da Ana Chata. Para quem gosta de caminhada e aventura, o percurso dos Três Cumes soma 13 quilômetros e cerca de 800 metros de desnível, com vistas abertas para as montanhas.
PETAR, no Vale do Ribeira
No sul do estado, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) leva a natureza para dentro da terra. A atração reúne mais de 300 cavernas catalogadas em uma das áreas florestais mais preservadas do Brasil. Os trajetos atravessam a mata até cavernas como Santana, Couto e Morro Preto, onde aparecem salões subterrâneos, formações geológicas e rios internos. O roteiro também pode incluir cachoeiras e piscinas naturais.
Parque Estadual Intervales, no Vale do Ribeira
O Parque Estadual Intervales aparece ao lado do PETAR entre os territórios que concentram cavernas, caminhos ecológicos e áreas de floresta preservada. A região abriga rios, cachoeiras e acessos a ambientes subterrâneos, além da possibilidade de observação da vida silvestre em uma paisagem marcada pela Mata Atlântica. É um destino para quem quer conhecer um território em que a natureza está presente tanto no caminho quanto nas formações escondidas sob a mata.
Trilhas de longo curso
Transmantiqueira
Para quem gosta de caminhar sem pressa e deixar a paisagem mudar aos poucos, o trajeto paulista da Transmantiqueira é uma das grandes experiências de longo curso. O trecho no estado tem cerca de 350 quilômetros e acompanha a crista da Serra da Mantiqueira, na divisa com o Rio de Janeiro e a região de Campos do Jordão. Pelo caminho, entram em cena montanhas, campos de altitude, áreas protegidas e pequenas comunidades.
Caminho da Fé
Transforma a caminhada em uma viagem por paisagens rurais, cidades pequenas e trechos de Mata Atlântica. São aproximadamente 497 quilômetros entre Águas da Prata e Aparecida, passando por 23 municípios paulistas. No trajeto, a natureza divide espaço com igrejas, patrimônios históricos, comunidades e a rotina do interior.
Rota da Luz
Percorre cerca de 180 quilômetros passando por Mogi das Cruzes, Guararema, Santa Branca, Paraibuna, Redenção da Serra, Taubaté, Pindamonhangaba e Aparecida. A caminhada combina remanescentes de Mata Atlântica, áreas rurais e centros históricos com fazendas de café, antigas estações ferroviárias e patrimônios arquitetônicos dos períodos colonial e imperial. É um percurso que aproxima natureza, história e espiritualidade.

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