Coronavírus coloca Brasil em alerta para perigo eminente

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Até terça-feira, 28/1, o Ministério da Saúde informou que foram notificados três casos suspeitos do coronavírus no Brasil e que são monitorados pelas autoridades de saúde brasileiras. Eles estão localizados em Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR). Os pacientes se enquadraram na atual definição de caso suspeito para nCoV-2019 (o novo coronavírus), estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, apresentaram febre e, pelo menos um sinal ou sintoma respiratório, e viajaram para área de transmissão local nos últimos 14 dias. Por conta disso, o Brasil agora está no nível de classificação de risco dois, que significa perigo eminente.

Com o aumento do nível de alerta pela OMS para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, o Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas em casos de extrema necessidade. Com quase seis mil casos confirmados, segundo o último boletim da OMS em 28/1, todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença.

Formas de contágio, sintomas, diagnóstico e tratamento
Segundo informe da Sociedade Brasileira de Infectologia divulgado no dia 24/1, o coronavírus (CoV) compõe uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960. Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome). Os vírus foram denominados SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente.

Alguns coronavírus são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas. Porém, outros coronavírus não são transmitidos para humanos sem que haja uma mutação. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.

Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas. Os sintomas podem variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhante ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória. Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves. A confirmação do diagnóstico é feita por meio de exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Ainda não há um medicamento específico para o tratamento, tampouco vacina preventiva. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e ventilação mecânica podem ser necessários.

Como reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus?
– Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
– Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
– Usar lenço descartável para higiene nasal;
– Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
– Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Manter os ambientes bem ventilados;
– Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Mais informações: www.saude.gov.br

Foto: Nicolas Asfouri/AFP

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